
Bloco K: como afeta os processos da sua empresa?
Para se adequar a legislação fiscal, a indústria deve entregar corretamente o Bloco K do Sped. Sim! Desde 2019, todas as empresas brasileiras precisam preencher esse bloco de informações, só as marcas optantes pelo Simples Nacional entre elas o MEI, ainda têm algum tempo para se ajustar.
Mas o que fazer para ficar em dia com essa obrigação? É o que você vai descobrir melhor agora! Vamos lá? Acompanhe!
Quais processos preparar para o Bloco K?
Para se preparar para preencher o Bloco K, a empresa deve observar com atenção os seguintes setores:
1. Cadastro de produtos
Cadastrar os produtos corretamente é fundamental para garantir que o controle de estoque seja preciso. Caso esse cadastro seja feito de forma incorreta ou o registro seja feito mais de uma vez, a empresa terá um cadastro pouco confiável.
Cada produto deve ser cadastrado com 1 dos 12 códigos especificados no registro 0200 do SPED. Entre os códigos estão as seguintes descrições: matéria-prima, mercadoria para revenda e produto acabado. Caso um produto tenha mais de uma finalidade, utilize o código mais relevante para a sua indústria.
2. Lançamento do consumo específico
Nesse campo, é preciso informar os itens usados na fabricação dos produtos que empresa vende. Essas informações são fundamentais para que o cruzamento de dados entre a Receita Federal e os vendedores de matéria-prima.
Cada registro da ficha técnica só pode ter um item associado. Caso a produção do mesmo produto tenha mais de uma lista é preciso fazer outra movimentação. Claro, para ser válido é importante determinar a quantidade utilizada assim as perdas padrão da produção.
3. Registro de entrada e de saída
Esse registro deve integrar o sistema emissor de nota fiscal. Caso você trabalhe com fornecedores que não precisam emitir NF-e ou opere com extração de matéria-prima, deve mencionar essas especificidades no sistema do Bloco K.
Preencher essa informações corretamente garantirá que o estoque funcione bem e sem erros e que a escrituração fique sempre em dia.
4. Divisão de estoque por CNPJ
Empresas com mais de um CNPJ ou que guardam estoques de terceiros devem separar o estoques por CNPJ.
No Bloco K essas informações são lançadas nos itens K250 e K255, que indicam os estoque de terceiros acomodados na empresa e o estoque da empresa, que se encontra em poder de terceiros.
Caso um grupo de empresas tenha um estoque central, o material comprado por um CNPJ não poderá ser utilizado na produção da indústria de outro CNPJ sem que a movimentação tenha sido lançada no Bloco K.
5. Ordens de produção (OP)
Na ordem de produção a empresa declara os produtos que fabrica. Além disso, ao preencher a OP a indústria pode detalhar o custo da produção, a movimentação de materiais e rastrear os itens utilizados.
No registro K230 do Bloco K, a indústria deve incluir a data de início e o fim da produção, o código do produto e a quantidade que será produzida. Caso a produção não tenha terminado, esse campo poderá ser preenchido em até 30 dias.
6. Registro dos insumos consumidos
No registro K235 do Bloco K, a indústria deve lançar os insumos consumidos. Para aumentar a precisão, é recomendado utilizar balanças integradas e registrar a quantidade consumida em tempo real.
7. Registro da produção
A quantidade produzida também ser descrita no registro K230. Essa informação deve ser mencionada quando a OP é concluída e a quantidade de produtos acabados deve ser lançada no sistema em tempo real.
8. Lançamento de outros itens produzidos
Nas OPs específicas devem ser lançados os produtos semiacabados. Na indústria de alimentos, esses itens correspondem a produção da massa ou do recheio de um determinado produto, como uma torta ou um pastel.
Nesse campo também são descritos os coprodutos e os subprodutos, que embora não sejam a prioridade da indústria geram algum valor econômico.
9. Controle de estoque confiável
Corresponde ao estoque escriturado e deve corresponder ao valor real. Para garantir informações precisas, o inventário deve ser feito regularmente, o que minimiza desvios. A equação do estoque pode ser feita por meio dos registros do Bloco K, o que garante a confiabilidade das informações.
10. Registro das movimentações internas
Movimentações internas são definidas por meio da reclassificação de um código 0200 em outro registro 0200, que ocorre, por exemplo, quando o código é alterado em função de um cliente ou para a criação de produtos com conceito de grade.
11. Utilização de um sistema de gestão integrado
Utilizar um sistema de gestão integrado, que gere o arquivo do Bloco K do SPED é fundamental para que a indústria possa acelerar todo o processo e garantir a confiabilidade das informações entregues a Receita Federal.
Além disso, o sistema da empresa deve gerar os arquivos com layout correto, o que garante o melhor gerenciamento de todo o processo.
A minha indústria, está pronta para o Bloco K?
Investir em um sistema integrado garantirá que a gestão eficaz da sua empresa. Assim, todos os processos serão feitos e enviados ao Fisco no prazo e de forma correta, evitando o pagamento de multas e outras penalidades, que podem afetar diretamente o caixa da empresa.
Agora que você já sabe como o Bloco K afeta os processos da empresa, aproveita para descobrir como preparar para uma migração S/4HANA!