
Planejamento Fiscal 2021: 4 estratégias para melhorar a produtividade
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Ao elaborar o planejamento fiscal 2021 o gestor deve observar aspectos como o regime tributário que mais se ajuste a realidade da empresa e o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia do país.
Também é preciso entender as mudanças propostas pela reforma tributária, que impactarão diretamente no orçamento da empresa. Além disso, os gestores devem estudar a sua realidade financeira e o segmento no qual a sua empresa atua.
Vale observar que a carga tributária das empresas não sofreu nenhuma redução em virtude da pandemia do novo Coronavírus. Embora no início de 2020 os prazos de vencimento de alguns tributos federais tenham sido prorrogados, desde maio do mesmo ano os vencimentos voltaram a ser os mesmos da legislação.
O planejamento fiscal 2021 é fundamental para otimizar recursos e reduzir custos com o pagamento de tributos, o que tornará o negócio mais enxuto e competitivo. Saiba mais no conteúdo de hoje!
4 pontos relevantes no Planejamento Fiscal 2021
Ao não fazer o planejamento fiscal 2021 as empresas podem passar a contar com menos dinheiro em caixa para contratar funcionários, e precisarão investir em processos produtivos mais modernos e arcar com os custos da produção.
Por outro lado, um bom planejamento permite a redução de tributos e o aumento da produtividade. Além disso, a otimização da produção pode diminuir custos o que fará a empresa ganhar espaço no mercado consumidor e atrair a atenção dos consumidores ao oferecer produtos a preços mais competitivos.
Ao fazer o planejamento fiscal 2021 é preciso considerar:
1. Mudanças causadas pela reforma tributária
A reforma tributária deve unificar diferentes tributos como o PIS, COFINS e criar a chamada Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), um imposto sobre o valor agregado.
Esse tributo torna o Lucro Presumido menos atrativo para empresas do setor de serviços, locação ou cessão de bens móveis, cujo faturamento não ultrapasse R$ 78 milhões, uma vez que estabelece uma alíquota única de 12% e o fim do regime cumulativo.
Após a aprovação da reforma, as empresas terão com um prazo para se ajustar as novas regras e tirar dúvidas com especialistas sobre como as mudanças afetarão o seu dia a dia.
2. Escolha o melhor regime tributário para a sua empresa
O planejamento fiscal 2021 também envolve a escolha do regime mais adequado para a empresa. É preciso considerar alguns pontos como o segmento de atuação, previsão de faturamento anual e a tendência de crescimento ou de retração do mercado.
Vale lembrar que essa opção vigorará até o final do ano-calendário.
Segmento de atuação
Para garantir o enquadramento adequado é preciso considerar a características de cada regime tributário:
Simples Nacional
Empresas de médio e de pequeno porte de qualquer segmento com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões podem optar pelo simples nacional até final do mês de janeiro.
Os valores do Simples Nacional são calculados sobre o faturamento e não sobre a receita corrente, o que significa que mesmo que a empresa feche o mês no vermelho ainda precisará arcar com os impostos, que são calculados sobre a receita declarada, ou seja, as despesas não são descontadas.
Lucro Presumido
Empresas cujo faturamento não ultrapasse R$ 78 milhões no ano-calendário anterior podem optar pelo Lucro Presumido. É possível optar pelo regime até o vencimento da primeira guia de imposto de 2021.
O regime tributa apenas parte do faturamento bruta das empresas e tem alíquotas menores que as do Simples Nacional, o que torna o Lucro Presumido mais atrativo para indústrias do setor hospitalar ou de transportes, por exemplo.
Além disso, o fato do lucro ser “presumido” implica que uma parte menor do lucro da empresa se reverterá em impostos quando comparado ao Lucro Real que tributa o IRPJ e o CSLL, os percentuais de PIS e Confins pago nessa opção correspondem a menos da metade das alíquotas dos mesmos impostos no Real.
Lucro Real
Indústria de todos os segmentos cujo faturamento anual seja superior a R$ 78 milhões devem optar pelo Lucro Real. A opção deve ser feita até o pagamento da primeira guia de imposto.
O regime também é obrigatório para empresas de capital aberto, que planejam abrir seu capital ou que atuam na área de finanças como seguradoras, bancos e cooperativas de crédito ou que receberão ganhos de capital provenientes de outros países.
Além disso, empresas que explorem atividade de compras de direitos creditórios, prestação de serviços ou que recebam benefícios fiscais também se enquadram no regime. Empresas que operam em outros setores também podem optar pelo Lucro Real, caso o modelo permita que a empresa desfrute de vantagens competitivas.
Além do regime tributário, os contribuintes devem observar os seguintes fatores:
3. Margem de lucro
Ao fazer o planejamento fiscal 2021 o empreendedor também deve verificar qual será a margem de lucro, uma vez que empresas com maiores margens podem se beneficiar do lucro presumido.
O regime presume o lucro obtido partir da receita bruta e outras fontes de renda sujeitas a tributação.
4. Faturamento previsto
Ao escolher o regime tributário o gestor também deve observar qual será o faturamento anual da empresa. A empresa aumentará o seu faturamento ou sofrerá uma retração devido à crise econômica causada pelo novo coronavírus.
A par dessa informação será possível determinar o regime tributário mais adequado a nova realidade da empresa.
Como você viu, é preciso analisar muitos pontos para garantir que a empresa não perca mercado. Não deixe para a última hora, comece o planejamento fiscal agora mesmo.
Agora que você já sabe o que levar em consideração no planejamento fiscal 2021, aproveite para conhecer a importância da consultoria fiscal!